Homem que é homem ajoelha e pede perdão
07/03/13 17:31Homem que é homem ajoelha e pede perdão às mulheres.
Assim me ajoelhei, na noite de ontem, com um bando de marmanjos, no sagrado solo do bar do Zé Batidão, Jardim Guarujá, ZS paulistana.
O perdão particular, o perdão coletivo e histórico.
Foi bonita a festa, pá, meu caro Sérgio Vaz, fiquei contente.
Quando você se ajoelha por uma grande causa –e a mulher é a minha devoção única- o atrito do joelho no milho moral da existência é muito maior do que você imagina.
Arrepio de novo agora enquanto cato milho nesta minha velha Olivetti Lettera 22.
Descer sobre o milho de atos, pecados, violências e omissões. Nem o maior milharal de trabalho escravo das beiradas do Mississipi seria suficiente para aplacar a nossa ficha corrida, tremenda capivara.
O gesto, porém, é bonito. Quando você encosta a velha dobradiça no cimento, o coração pipoca além do simbólico, muito além da sístole e diástole.
Depois de um sarau da Cooperifa, 12 anos de poesia e combate, o poeta Sérgio Vaz anuncia o “Ajoelhaço”, evento que acontece sempre na semana da Mulher.
Silêncio!
Vaz puxa em coro em feitio de oração.
O grave da voz do faroeste balança o teto.
De joelhos, na frente das meninas, pedimos perdão pelo conjunto da obra, pelos maus tratos, pelos maus jeitos, pela quebradeira, pela arrogância, pela macheza, pelo ouvido desatento, por não notar que o casamento está uma farsa, enfim, pela coleção das merdas completas.
É bonito, amigos. Num tem apenas mané simbólico na parada. Se você se arrepia –e isso vale para tudo-, não tem conversa, não tem tese nem antítese, nem agá antropológico. O arrepio é à prova de rótulos e jornalistices apressadas.
O “Ajoelhaço” é uma experiência que deveria fazer parte do currículo da escola dos machos. A velha rótula lanhada -pelo rolimã, as quedas de bicicletas, os carrinhos do futebol e outras malasartes apenas físicas- sentirá o baque da dor que deveras carrega na carcaça.
Foi bonita a festa, pá, viejo Vaz. Zé Batidão, vá desculpando aí qualquer coisa. E quem quiser ver a macharada no milho dos mil perdões, às 19h30, do próximo domingo, mostro como foi em crônica para o “Tv Folha na Cultura”.
O mais interessante, creio yo, foi perguntar às belas, na lata, se sentiram firmeza no perdão masculino. Foi bonito.
E você, mulher, já perdoou muito nessa vida ou ainda tem um pote até aqui de mágoas?
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Escriba dos bons, o ódio e o perdão como parte da existência, devem ser bem dosados, senão as águas nos tragam!Linda crônica!
quis dizer…de tão Bom que é!
rrrrrrsssssssssssss
dá vontade de xingar mesmo, de tão ruim que é!
O perdão e o pote de máguas andam sempre juntos. De vez em quando a gente pega um e mergulha no outro pra ficar mais macio. 🙂 beijos!!
sábia! bjo
Fal Chico,
foi um prazer te-lo conosco nesse evento delicioso no meio da perifa!Muito bom te conhecer e vc me deve uma vcerveja hein!!? kk abrax
Putz…eu tô um pote TRANSBORDANDO de mágoas…o ajoelhaço pra mim ainda é pouco. Mas, vamo que vamo!
É a segunda vez que participo do Ajoelhaço e sinceramente acho a noite incrível. É apenas um ato simbólico, não se espera reparar toda a repressão a partir disso, porém há muitos valores nesse gesto, pra quem permite-se se entregar de coração mesmo a esse ato, é muito emocionante… #UhCooperifa
分析的很透彻,很欣赏你的看法,学习了。
COOPERIFA! Manda muito!
A simbologia da manifestação toca o coração das mulheres embóra com tanta violência encoberta sob o véu do machismo especialmente aqui no Nordeste,não venha a aplacar o meu coração “que é um pote até aqui de lágrimas” diante do desrespeito a criatura chamada Mulher!
Quanto a vc, querido Xico, sinto sua falta no Saia justa.Quero vc. de volta e te perdôo, com meu coração de mãe amiga sempre aberto prá Vc!!!!!bjsss
Sensacional, Xico. A expressão do cara ajoelhado à frente, com a mão no rosto, diz tudo rs. Acho que o evento frisa mais as diferenças intrínsecas do que qualquer relação de supremacia, mas… Um Dia Internacional do Homem também seria muito bem vindo, não para comemorar nada, mas para que discutíssemos quão idiotas temos sido através da história, com uma ética inexistente ou precária, seduzidos por bobagens e fugacidades de toda sorte e conduzindo terrivelmente os caminhos da humanidade e do planeta. Abraço!
Vish Xico, meu pote está cheio!!! Mas, lendo seus textos, já venho despejando minhas mágoas! Saudades de vc no “saia justa”. Bjs muitos!!
Vc é fofo demais querido! quiçá todos os homens valorizassem assim as mulheres…lindo seu gesto…parabens a mulher que tem vc!
O simbólico do ato foi tão forte que acabou revelando o que, noves fora, é o indisfarçável que acaba sempre implícito na questão, como tem sido em todas as manifestações de apoio à “causa feminina/feminista”… É delicado, ‘respeitoso’, sincero mesmo. Mas parece que as fêmeas farejaram: a atitude não altera o status masculino, ou melhor, não altera a correlação de forças homem x mulher em que a balança, contumaz, pende, bem mais, pro lado “xx”. Ajoelhar não significar se igualar – “simbolicamente”, é abaixar-se perante alguém… Será que é isso mesmo que os homens pretendiam? Reconhecer uma certa superioridade da mulher, porque, nosso perdão (já dado desde sempre pois, do contrário, nem estaríamos aqui, sem procriação! rs) não deixaria dúvidas sobre uma nobreza e maturidade das mulheres acima daquelas que os homens construíram para si mesmos, preocupados com honras e glórias (“sempre os mesmos sonhos, de quantidade e tamanho”) que os façam sentirem-se, de fato, homens? Ou mesmo que tivessem a intenção de rebaixar-se, num gesto solene – e volátil? Não seria o mesmo que inverter tudo isso e “dizer”: sabemos que temos mais poder do que vocês e abusamos dele, por favor, desculpem!”? Acredito que o Dia da Mulher é totalmente necessário, sim. Para que a gente possa levantar essas discussões. A data não é sobre o direito de “existir” da mulher – nós existimos, óbvio! E todo dia é dia da mulher, do homem, do idoso, da criança, do negro, não se trata disso! Penso que a data serve para marcar o papel SOCIAL da mulher: registrar que somos, ainda, minoria (em relação ao acesso ao PODER nas relações sociais,) lembrar que temos obtido conquistas, e que, infelizmente, ainda estamos todos bem aquém do ideal de igualdade em muitas esferas, não só de gênero. Aquém do ideal de igualdade humana que, com toda a nossa santa dialética, reconhece as diferenças e nisso se legitima. De toda forma, como mulher, agradeço muito toda atenção, toda forma de amor! Abraço!
Enfim uma lúcida crítica! Odiei o gesto teatral também de ajoelhar-se! Não é isso que queremos, isso foi o que nós obrigaram a fazer todos os dias de suas vidas, homens, rapazes e meninos! Muitos desses criados por mulheres tão e mais machistas que eles próprios!
Se a Zarah Haid, que é quem é no cenário mundial, diz o que diz, quem sou eu pra discordar de tudo isso!eiam! Ainda é no mundo todo… Ainfa tem muito chão pela frente!
http://scriboni.com.br/zaha-hadid-denuncia-misoginia-na-arquitetura-e-suscita-discussao-sobre-o-papel-da-mulher-no-mercado/
já perdoei demais Xico Sá… perdoei até por demais!Linda essa descrição desse evento que fostes! Acredito q pelo amor e respeito q tens ao ser humano e à mulher, todos o dia é dia da mulher!
sim, Sil, a historia la ne qualquer invençãozinha nao, é coisa de homem e de mulher de verdade. bjo
Ai, Xico. Os joelhos masculinos ainda precisam estar bastante flagelados, para assim suas cabeças se conscientizarem e seus corações atingirem a plena sensibilização com a causa feminina/feminista.
Mas tal ode ao respeito e reconhecimento da condição da mulher ao longo de milênios é pra ser considerada siempre, cabron!
E que amanhã não venha apenas bombons derretidos pela alma agreste das firmas ou rosinhas mal colhidas. Queremos respeito!!!
E uma serenata no violão ou um tango na sanfona bem no pé do ouvido… 😉
sim , Mari, um tango, ou um forró com groove à moda Jackson ou gonzaga.bjo
hahahahahahaha…com certeza!
Adorei e não é puxasaquismo não!! Hehehe!! Valeu o ajoelhaço sim. Cada um no seu quadrado.
Não gostei, achei totalmente machista e hipócrita! Já que pude opinar, vai meu comentário.
Não entorna não, que é só meio copo.
Admiro a poética do gesto e entendo que todos os pedidos de perdão merecem ser ouvidos. Mas não é o que eu espero dos homens não, nem Perdão Pós-pago, nem Perdão Pré-pago.
Eu quero é Respeito.
E que Homem e Mulher se respeitem…
no Ajoelhaço o respeito fala mais alto.é tanto q nem quis ser obvio e falar disso. O lugar e os homens e mulheres de lá têm credibilidade de sobra.bjo
E que assim se perpetuem, verdade e respeito, e na maior reciprocidade. Bjo.
Olha Xico meu pote não, meu barril esta transbordando de mágoa. Preciso ser feliz, acho que só assim de joelhos alguém me comoverá. Não tem jeito, meu pH está próximo do zero…
Perdão Eliana, mas acho que valeu sim! Reconhecer
que os homens nos devem muitos pedidos de desculpa, foi um gesto delicado. Fico Grata Xico!
Mas… Sei, não viu, acho que os homens precisam parar de tentar entender as mulheres e começar a não repetir os mesmos erros e as mesmas desculpas!
Bjs
Seu lindo.
Ai Xico Sá, você é tudodebomnessavida…
Tudo bem que homens (e mulheres também) deviam pedir desculpas logo do ocorrido.. logo que percebem o erro – e não ter o dia do perdão…
mas vou ver sua matéria, talvez mude de opinião. 🙂
E vc ainda termina citando Chico Buarque, que delícia!
mude de opinião nao,baby. escrevo a minha parte. nao conto com o perdao de ninguem,mas peço.bjo
Adoro suas crônicas. Leio sempre. Mas, Xico, mulher que é Mulher não quer pedido de perdão e não aceita o desaforo de ser especialmente lembrada em apenas um dia do ano. Beijo.
Xico, adoro lhe ler mas vc nunca foi tão infeliz qto nesse perdão público! Convenhamos…
Não queremos perdão! Não queremos ser iguais a vocês, queremos tratamento igual ao que lhes damos, queremos igualdade de condições de trabalho e de remuneração, queremos respeito profissional e queremos de uma vez por todas nunca mais posar de boneca de plástico pra macho nenhum, jurubeba ou não! (pena que algumas tolinhas ainda ache,m que é por esse caminho que encotrarão a felicidade).
Muito lindo esse perdão “coletivo”. Amanhã terão outros milhões baixando o sarrafo em suas esposas, irmãs, concorrentes e amigas…. valeu não! Dia da Mulher é TODO DIA e não só no dia 8 de março de cada ano, viu? beijinho a você.
Qualquer homenagem é válida e emocionante, mas sou obrigada a concordar c/ a Eliana, além do Dia da Mulher ser todo dia, melhor seria que ñ houvesse motivo p/ pedir perdão, que fôssemos plenamente respeitadas, ñ pela fragilidade, mas pela igualdade.
Meninas (Eliana e Lua),
Acho que o que Xico homenageia as mulheres cada vez que ele escreve aqui no blog. Achei o texto interessante, importante para lembrar que entre parceiros, amigos e/ou amantes há, vez em quando, a necessidade de se pedir perdão ou perdoar. Não se pede perdão ou se perdoa todo dia, não é? O pedir perdão coletivo é muito válido. As mulheres que se autoanalisam também sabem que possuem limitações e podem sim também pedir perdão. Eu te perdôo, Xico, te todo o meu coração.
Nada, é uma atitude simbolica -se bem q acho q é maior q isso- q tem enorme reflexo nao so na perifa,mas muito além. eu acredito. bjo